quarta-feira, maio 24, 2006

Esquife

Se um dia eu escrevesse sem rumo, o que iria escrever?
Se um dia navegasse sem bússola, viajasse sem mapa, mergulhasse sem profundímetro será que iria voltar?
Sei que o mundo é todo igual: não interessa onde se vai, as pessoas que lá vivem desejavam conhecer o lugar donde viemos.
Sei também que não há duas pessoas iguais. Não existem caras metades, nem almas gémeas, nem sequer gostos comuns. Cada um gosta à sua maneira, mesmo que goste de exactamente as mesmíssimas coisas. Porque haveriamos de nos enganar a nós próprios? Esse é o primeiro passo para ludibriar outros, e fazê-los sofrer.
Outras coisas que eu fizesse, tornar-se-iam nas mesmas que já fiz.
Outras pessoas que conhecesse, acabariam por ser como as que já conheci.
Outras coisas que sentisse, magoar-me-iam como as que já senti.

1 comentário:

Sapokinhas :) disse...

Há sempre coisas novas e diferentes para se conhecer, assim como pessoas, e é por isso que muitos desejam viver eternamente, porque ainda há muito para conhecermos, descobrirmos, aprendermos...
Todos somos iguais e diferentes ao mesmo tempo.
beijinhos ***