sábado, junho 10, 2006

Uma qualquer longínqua praia prateada rodeada por um mar azul transparente. Eis a imagem que a música evocava na sua mente. Uma qualquer praia onde os tubarões não fosse, os coqueiros abundassem, um ribeiro de águas límpidas corresse rumo às ondas desperdiçando a cada segundo alguns litros de líquido de vida.
As ilhas são uma imagem preferida, algo de místico encerra-se numa ilha, rodeada assim por oceanos, mares, rios ou lagos. Tem o seu quê de privacidade, de segurança rodeada de perigosidade. As ilhas nunca são de fácil acesso (se o fossem deixavam de ser ilhas, para ser por exemplo penínsulas), e isso atrai-nos nelas. É uma sensação de que somos os únicos a lá chegar, a ilusão de que ali estamos a salvo do restante da humanidade, que aquele pedaço é só meu... ou nosso.
As ilhas atraiem as pessoas, porque as pessoas também são ilhas.

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