Está escuro como quando fechamos os olhos depois de os taparmos com as mãos. Escuro de finalizar-se. No escuro há manchas brancas de imaginação e um espaço enorme por trás de uma claustrofobia que implode. Há receio e tacto.
No escuro há tudo o que se pode imaginar, mas nada de concreto. Há fantasmas e ilusões ao quadrado dentro de um círculo que suga em espiral. Há quimeras num futuro bem passado.
Dentes de leão e escamas de dragão. Ursos que nadam em rios fingindo-se salmão.
Há a demência de quem foca no escuro e descobre loucura nos outros.
No escuro da noite funda há uma lua que se esconde e um sol ausente. E as próprias estrelinhas apresentam a sua demissão.
Nunca houve luz dizem elas, e apagam assim os seus archotes... Inglória.
No escuro não há razão e a própria existência é posta em causa.
Penso logo existo. Mas penso o quê?
1 comentário:
love your conclusion...
Enviar um comentário