sexta-feira, julho 07, 2006

Se aquilo que penso pudesse ser escrito numa folha de papel não poderia ser lido, fazer sentido ou despertar emoção.

Como é que posso ter uma certeza baseada em incertezas?

Quando estás ao meu lado sentes que não era esse o sítio em que querias estar? Não sou o ser mais extraodinário à face da terra para ti? O que é que ainda precisas de pensar?

Vai às urtigas, vaias antigas!

Estou farto de estar sempre tão enganado
de existir tão desesperado.
Estou seco de tanto beber
imaginando o que não vai ser.

Estou rouco de estar sempre a explicar
o que não se pode calar.
Fecha os olhos e observa
ou simplesmente me condena.

Não vejo nenhuma saída, apenas um círculo infinito de recaída.
Não tenho vontade nem agrado, espero sentado.

Vem sorvedora inimiga, canta-me uma cantiga e embala-me num sono que é só teu.